segunda-feira, 26 de junho de 2017

ZARA & HM resolvem coletar roupas para reciclar

A Zara já é uma loja de roupas conhecida no Brasil. A HM também vende roupas e quem viaja já deve ter visto alguma. Ambas estão em várias partes do mundo e participam da iniciativa de reciclar ou reaproveitar roupas.

Na Inglaterra cerca de 235 milhões de itens de roupas vão para o aterro sanitário nesta primavera-verão. São peças que poderiam ser reutilizadas ou recicladas. Diante do fato, as lojas estão seno pressionadas para lidar com a situação. A Zara e H&M estão colocando caixas para coletar itens não desejados nas lojas de rua.

A idéia é incentivar a reciclagem e reduzir a quantidade de peças que vai para o lixo. O problema é que se as empresas continuarem a impulsionar o alto nível de consumo, lançando coleções com frequência, a iniciativa é apenas um gesto simbólico.

A H&M diz que já recolheu 40.000 toneladas de vestimentas desde o começo da iniciativa em 2013 que são aproveitadas na sua instalação de reciclagem em Berlin. O que pode não pode ser reutilizado, é reduzido para ser aproveitado em panos de limpeza ou  sistema de isolamento.

A Zara começou a instalar suas caixas de reciclagem de roupas durante 2016 em lojas da Europa e pretende instalar mais caixas deste tipo em todas as suas lojas na China.

A Nike tem o programa  de Reutilize o Sapato,  Reuse-A-Shoe desde de 1990 e reaproveita sapatos para fazer o material Nike-Grind utilizado na confecção de playgrounds etc.  Outras marcas como Inditex, Mark&Spencer também se preocupam em reciclar, reaproveitar.

Por outro lado, esta nova atitude pode incentivar o consumidor a comprar sem culpa, pois tem a opção de reciclar depois. O importante é que há um novo entendimento em relação às roupas, como já aconteceu com o papel e plástico de que são recicláveis seja porque vão ser reaproveitadas nas fábricas, doadas para caridade ou para bancos texteis.


sexta-feira, 23 de junho de 2017

VAI VIAJAR DE AVIÃO? Leva a consciência ambiental



Já ouvi muitas críticas por ser ecologista e viajar de avião.  Avião polui! Sim, mas não há outra alternativa para grandes distâncias.  E vou de TAP.

Com certeza, viajar de avião é contribuir para os problemas ambientais como o aquecimento global e as mudanças climáticas. Mas em que proporção? Vamos aos fatos e aos números!

No mundo inteiro, voos produziram 781 milhões de toneladas de carbono em 2015, mas em termos globais os seres humanos produziram 36 bilhões de toneladas de carbono. UAU!  No entanto, a indústria de aviões representa apenas  2% do total das emissões de carbono.

A aviação é responsável por 12% de todas as emissões de carbono produzidas pelo setor de transporte.   O transporte rodoviário é responsável por 74% das emissões e o restante 14% por outros tipos de transporte. 

Os aviões estão sempre cheios, enquanto outros tipos de transporte gastam mais combustível e ficam vazios. 80% das emissões de CO2 produzidas por aviões são de voos com mais de 1.500 km.

70% dos aviões a jato são 80% mais eficientes desde os primeiros jatos em 1960. Os novos Airbus Airbus A380, Boeing 787, ATR-600, Embraer E2 e Bombardier Série CS usam menos de 3 litros de combustível para jato por passageiro/100 km, igualando em eficiência com os modernos carros compactos!

No mundo inteiro, a aviação contribui 3.8 vezes mais para a economia global do que outros empregos. São Aproximadamente 63 milhões de empregos  no setor de aviação e turismo, sendo que 9.9 milhões de pessoas trabalham diretamente na indústria da aviação.
Votei na TAP para a melhor companhia europeia e ela ganhou! A empresa proporciona aos passageiros a compensação ambiental voluntária das emissões de CO2 de seus voos, contribuindo com projetos de redução de emissões apoiados pela TAP.
Em 2005 , a TAP aderiu aos princípios do Pacto Global das Nações Unidas e foi a primeira companhia aérea do mundo a lançar o Programa de Compensação de Emissões de CO2, em parceria com a IATA (International Air Transport Association). A iniciativa mereceu o  Prêmio Planeta Terra 2010 da União Internacional de Ciências Geológicas, na categoria Produto Sustentável Mais Inovador e o reconhecimento da UNESCO.
Desde 2005 a empresa também conta com o projeto Fuel Conservation and Emissions Reduction, Conservação de Combustível e Redução das Emissões , poupando 90 mil toneladas de dióxido de carbono. A empresa vem renovando a sua frota de aviões que já são 8% mais eficientes.
Fonte: ATAG, Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), Jornal Económico, Zarpo.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Atenção ao Colchão!

Se pensarmos que a gente passa um terço das nossas vidas dormindo, muita atenção deve ser dada ao nosso sono. Para um sono bom, precisamos de um bom colchão, mas os colchões convencionais estão cheios de poluição. 

O colchão convencional possui COVs (compostos orgânicos voláteis), incluindo retardadores de chama que estão ligados a muitos problemas de saúde como alergias, asma, perturbação hormonal, problemas endócrinos e câncer.  Rosto, narinas e pulmões ficam em cima do colchão e expostos a produtos químicos prejudiciais enquanto dormimos. 

Felizmente, há materiais naturais que fazem bons colchões, como a lã, algodão orgânico e látex natural. No Brasil já há um “colchão verde”, com 40 a 60% dos componentes da espuma de poliueretano à base de óleos vegetais.

Se  pesquisarmos na internet e olharmos com cuidado nas lojas os rótulos, podemos encontrar um colchão mais seguro e saudável.


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Fonte: Inhabitat, Spaldin 

quarta-feira, 29 de março de 2017

A vida sem xampu-shampoo


Katherine Maritinko escreve para o Treehugger e aceitou o desafio do seu editor há 3 anos de abandonar o xampu. Começou a lavar o cabelo só com bicarbonato e vinagre de maçã. Era para durar 1 mês, mas ela adorou os resultados e se apegou a eles. O seu cabelo rebelde ficou menos frisado, menos oleoso e mais fácil de pentear.

Este modo simplificou toda a sua rotina de cuidar do cabelo, mas ela resolveu tentar um cuidado ainda mais natural: lavar só com água. Ela raciocinou que não há nada errado com a água. O mais estranho é retirarmos os óleos naturais do cabelo a cada dia ou dias com químicos pesados. Acontece que os óleos do cabelo são bons pare ele.

Arina Schwarz explica no seu website Paristo Go que não existe xampu na natureza, nem nas folhas, nas penas dos pássaros ou nas asas da borboleta, nas escamas dos peixes e a pele da baleia é autolimpante. Outras formas de vida utilizam organismos que não são tóxicos.

O  ingredientes do xampu retiram do cabelo seus óleos naturais e sinalizam ao couro cabeludo para produzir ainda mais.
Segundo o The Telegraph, o resultado é uma sobrecarga de óleo – cabelo oleoso – que tentamos resolver usando mais xampu. É um círculo vicioso e um golpe brilhante para a indústria de xampu, porque quanto você usa, mais tem necessidade de usar e mais frequentemente vai usá-lo.

A rotina sem xampu equilibra o PH (nível de acidez) do cabelo e descomplica:
  • Lavar com água morna
  • Massagear o couro cabeludo com os dedos para liberar o excesso de óleo. Quanto mais quente a água, mais propícia para eliminar a gordura capilar
  • Terminar com água fria para fechar os porox do couro cabeludo

Par melhor resultado:

  • Massagear diariamente com os dedos
  • Escovar com uma escova de cerdas  limpas entre as lavagens

O sucesso da rotina vai depender de quem a está usando. Depois de 40 dias de experiência , Katherine ainda não está certa dos resultados. Uma vantagem é o que o cabelo ficou mais liso, mas o cabelo ficou mais difícil de moldar porque não está tão macio como quando usava vinagre de maçã.
Uma coisa é certa, você vai economizar xampu e dar à oportunidade do seu cabelo de ser ele mesmo. Agora tem que experimentar e o ambiente agradece! 
Fonte: Treehugger 

terça-feira, 21 de março de 2017

22 MARÇO DIA DA ÁGUA - ÁGUA LIMPA SEM ÓLEO

Img Green Schools - Treviso
No Dia da Água, é bom lembrar de um problema que contribui para sério dano ao ambiente: o óleo usado que é jogado na rede de esgoto ou saneamento.

O óleo da fritura é na maioria das vezes jogado no ralo da pia, nos vasos sanitários ou no lixo orgânico comum. Todos estes meios de descarte contaminam o ambiente e poluem as águas, o solo e até o ar que respiramos.

Jogado na pia ou no vaso sanitário, o óleo passa pelos canos e fica retido em forma de gordura. Essa é a causa frenquente dos entupimentos da pia. A água também extravasa e entope na rede de esgoto e as estações de tratamento não funcionam direito. Para desentupir, usamos produtos químicos poluentes o que leva a mais poluição e gastos.

A sujeira e a falta de oxigênio

O custo do tratamento do óleo é caro e as ETEs , estações de tratamento não tratam o esgoto total e o óleo acaba chegando ao rios, mares e lagos. O óleo fica na superfície e impede a entrada da luz e oxigênio, além de matar espécies espécies aquáticas como o fitoplâncton que acredita-se ser responsevel por 98% do oxigênio da atmosfera terrestre.

1 Litro  de óleo > pode poluir 1 Milhão de Litros de água.

E as doenças?

O óleo nos canos também  atrai pragas como leptospirose, ferbre tifoide, cólera, salmonelose, hepatitis esquistossomose amebiase e giardiase.

O que fazer?

A melhor opção é colocar em garrafas PET ou recipientes plásticos com tampa e fazer a coleta seletiva do óleo, colocando-o  nas garrafas PET e destinando-as à reciclagem.

Obs: deixar o óleo esfriar para colocar na garrafa PET.

Fonte: Brasil Escola. 







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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Estamos comendo plástico?

Muita gente, como eu, adora frutos do mar,  mas segundo novas pesquisas podemos estar ingerindo micro partículas de plástico que entram na corrente sanguínea com efeitos desconhecidos para a saúde.

Os fragmentos de plástico (microbeads), medindo menos de um milímetro de diâmetro, são amplamente encontrados em mexilhões, ostras e outros mariscos, além de peixes

Os cientistas calculam que mais de 99 por cento dos micro-plásticos passam pelo corpo humano, mas o resto é absorvido pelos tecidos corporais e vão se acumular no corpo ao longo do tempo.
 Qual os efeitos para a nossa saúde? Ainda não sabemos, mas estamos correndo risco de inflamação nos tecidos, intoxicação por liberação de elementos químicos 

Existem mais de cinco trilhões de pedaços de micro-plástico nos oceanos do mundo e o equivalente a um caminhão de lixo de resíduos de plástico está sendo adicionado ao mar a cada minuto!

O número 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU é prevenir e reduzir significativamente a poluçoq marinha, incluindo os  detritos marinhos até 2025.


Não vamos esperar que a próxima geração nos cobre por deixarmos os mares poluídos, vamos começar logo a tirar o plástico das nossas vidas e a colocar o lixo plástico no lugar certo.

Fonte: EcoNews, 25/01/17
Imagem: Environment Health Perspectives